Amy Winehouse e os sinais de Transtorno Borderline. Entenda como buscar ajuda profissional pode transformar sua saúde mental.
Amy Winehouse nunca foi oficialmente diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). No entanto, ela apresentava comportamentos e sintomas que podem sugerir a presença desse transtorno. Ela é uma celebridade com características que apontam para um suposto funcionamento borderline. Suas aparições públicas, shows, entrevistas são recheados de comportamentos semelhantes ao “jeito border de ser”.
Neste artigo vou abordar essas características explicando alguns sintomas com o objetivo de ajudar na educação e disseminação de informações profissionais válidas que auxiliem na identificação e tratamento precoce e no encorajamento para a busca de apoio e terapia.
Ela era impulsiva, fazendo uso de substâncias como drogas e álcool, envolvendo-se em comportamentos autodestrutivos, inclusive com histórico de internação pelo uso de substâncias. Também evidenciava impulsividade na alimentação e desenvolveu transtornos comórbidos, como bulimia nervosa e anorexia nervosa.
Seus relacionamentos, especialmente com seu ex-marido, Blake Fielder-Civil, eram conturbados e marcados por altos e baixos extremos. Pessoas com TPB referem uma paixão imediata e avassaladora desde o primeiro encontro.
Amy Winehouse demonstrava esforços desesperados para evitar o abandono, demonstrando medo e desespero, ficando evidente seu desconforto extremo em ficar sozinha.
Há evidências de automutilações marcadas por cicatrizes de cortes nos braços feitas por autolesão. Pessoas com TPB costumam ter comportamentos automutilantes que podem surgir frente a um abandono real (ou imaginado) e também relacionados a sentimentos de alívio a experiências de frustração ou a um movimento de punição.
Amy tinha explosões de raiva intensa que resultavam em agressões verbais e físicas com o ex-marido. Frequentemente irritada e facilmente irritável, a pessoa com borderline pode ter dificuldade em controlar a raiva, que por sua vez surge constantemente.
Era perceptível sua mudança de humor abrupta, vivendo momentos de euforia e outros de depressão, marcados em sua composição musical.
O tal “vazio” é relacionado a uma sensação constante de incompletude. É uma sensação mais presente em momentos de solidão. Cabe ressaltar que os comportamentos compulsivos comentados acima no texto podem representar uma tentativa de preencher este vazio.
Amy Winehouse mostrava confusão sobre quem era e busca constantemente uma validação externa. Este sintoma inclui mudanças súbitas de opiniões, planos, tipos de amigos, relacionamento afetivo e sexual.
Apesar de possuir muitos sintomas do TPB, a cantora nunca foi oficialmente diagnosticada com o transtorno. No caso dela, as discussões sobre sua saúde mental se baseiam em observações públicas e relatos de pessoas próximas a ela, e não em diagnósticos clínicos confirmados.
No entanto, é importante, primeiro, entender que o diagnóstico não se dá por um exame físico. A entrevista clínica é o que indicará para o profissional, psiquiatra ou psicólogo, a presença de sintomas. Além disso, não basta ter os sintomas, o diagnóstico se dá quando há sofrimento clinicamente significativo e pela presença destes sintomas ao longo da vida (começando, normalmente na adolescência e início da vida adulta).
A história de Amy Winehouse nos lembra que, por trás de comportamentos intensos, pode haver muita dor emocional. Se você se identificou com os sintomas descritos, saiba que é possível encontrar alívio e equilíbrio com o apoio certo.
Buscar ajuda é um ato de coragem — e pode transformar sua forma de viver e se relacionar.
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Sou psicóloga clínica (CRP 07/13531) com experiência no tratamento de pessoas com transtorno de personalidade borderline, transtorno de humor bipolar, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Se você está buscando ajuda para ultrapassar desafios parecidos com os deste artigo, entre em contato comigo pelo WhatsApp!
Roberta Sanzi. Todos os direitos Reservados